sexta-feira, 18 de março de 2011

O Bicho Está Pegando


O brasil é o país dos jogos. Joga-se de todas as formas.
Na política, no esporte, na vida, nas loterias e na rua.
Ontem circulando pelo centro do Rio vi o quanto ainda impera a jogatina do jogo do bicho. Em cada esquina nas redondezas do 1º Distrito Naval, trabalhadores informais anotavam apostas enquanto circulava uma viatura da polícia sem incomandar os profissionais do jogo clandestino.
O incompreensível é a omissão do poder público para dar uma solução definitiva a tudo isto.
Não há nada de errado em tentar a sorte, o que há de errado é que o jogo ilegal patrocina o crime organizado e a corrupção policial.
Se o Brasil é um país de jogadores legalizem! Gerem recursos com a cobrança de impostos para remunerar melhor, aprimorar e equipar a polícia. Existe megasena, telesena, riode prêmios, lotomania, quina raspadinha e outras dezenas de formas para tentar a sorte legalmente, sem contar as corridas de cavalos.
Se não existe 50% de chance de você ter a sorte de ganhar e 50% de perder, não é um jogo justo é jogo de azar. Justo seria meio-a-meio.
Caça níqueis, bingos, jogo do bicho e cassinos clandestinos são similares aos jogos legais. Conheço pessoas viciadas em raspadinha, outras que não passam um fim de semana sem comprar um rio de prêmios. Eu mesma comprei algumas vezes não nego, mas compro quando dá na telha! Você pode adorar chocolate, comer chocolate e ser ou não viciada em chocolate. Tudo pode viciar, até sexo!
A questão não é o vício, cada um usufrui do livre arbítrio como quer. Quem tem um vício precisa é se tratar e não privar os outros de usufruir de prazeres efêmeros.
A questão é: À quem este vício prejudica? Como as drogas e o contrabando, o jogo clandestino prejudica a todos porque patrocina o crime organizado e a corrupção.
Pagamos 32,75% de impostos totais quando comemos arroz, por que não 70% de impostos para os jogos serem legalizados? Não sou economista, nem legisladora emuito menos terapeuta, mas o óbvio está aí na cara de todo mundo. Geração de empregos, geração de receita, investimento e crescimento é bem mais benéfico do que patrocinar o crime e a corrupção. Não precisariamos desmontar caça-niqueis para fazer computadores sujos com o sangue do crime organizado para os alunos da rede pública. A arrecadação de impostos seria suficiente para a área de segurança, educação e saúde, se os recursos fossem bem aplicados.
Máquinas caça-níqueis alteradas para inclusão digital

A parte ruim disto tudo? É que no meio do caminho grande parte dos recursos arrecadados continuariam patrocinando o outro lado do crime organizado, a corrupção política e governamental.
Quem falou que era fácil as minhas idéias? Provavelmente é utopia. Fazer o que? Sonhar ainda é grátis, tentar a sorte não.

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