sábado, 26 de março de 2011

O Fim do Mundo Vai ser um Lixo!


Quantos fins do mundo já não tivemos?

Parece que de tempos em tempos surge um novo movimento do tipo “mate de medo os supersticiosos”. Teorias sobre o fim do mundo são desenterradas dos alfarrábios e lançadas sobre as pessoas para que se preparem para o fim do mundo.  Se uma única profecia definisse como o seria o fim do mundo diria: “Eles usaram, abusaram, deterioraram, enlouqueceram não se arrependeram e não fizeram nada para mudar. Então se afundarão no seu próprio lixo”. Versículo 1 Natureza 12

O fim do mundo não depende do Dia do juízo final, mas sim do dia-a-dia da falta de juízo de cada um que poderá nos levar à um juízo final.

A natureza é um grande organismo vivo e como todos, conta com seu sistema de autodefesa.

O aquecimento global não é mais visto como insanidade e exagero dos ambientalistas. Está batendo na porta de muitas pessoas em forma de montanhas de lixo e avalanches.

Encostas desabam porque são invadidos por construções não projetadas, desmatamentos e a quantidade de lixo descartada pelos humanos que nelas residem. Rios transbordam pelo assoreamento dos seus leitos, poluição dos seus cursos por resíduos e descartáveis que levam centenas de anos para entrar em decomposição.

Não sou ambientalista, nem socialista, nem antropologista, ou qualquer outra coisa com “ista”. Apenas me lembro de um tempo, não tão longe assim, em que as sacolas plásticas de mercado não poluíam os rios.

Usávamos os sacos de papéis que se decompunham rapidamente.  Aquele refrigerante do domingo? Levava-se o casco e se devolvia após o consumo. Até as balinhas eram envolvidas em papéis, o pão fresquinho da padaria, o queijo, a mortadela, tudo em saco de papel.

O que aconteceu neste espaço de tempo para que vissem na embalagem Pet, nas sacolas e sacos plásticos o futuro?

A coisa mais útil para que tem sido esta moderna matéria prima no que se refere à embalagem, é envolver os corpos das vítimas das enchentes e encostas desabadas. Não estou sendo saudosista, antifuturista ou antitecnológica. Estou sendo “antiomissiva”.

A culpa seria dos malditos saquinhos plásticos e garrafinhas pet? Seriam eles os cavalheiros do apocalipse? Não. A culpa é irrevogavelmente dos seres humanos.

Quantos de nós jogamos na natureza sacos plásticos, pets, copos descartáveis além de milhares de outro tipo de lixo de deterioração em alguns casos secular?


Quando o lixo invade as ruas e casas a culpa é do governo.
O governo virou o diabo!
É o diabo! Aquele cara de rabos e chifres que é o bode expiatório do planeta, aquele em que nos apoiamos para culpar por todos os males e ações erradas de todos seres humanos para nos eximirmos de qualquer culpa.
Se houver o fim do mundo, não se peocupe, podemos culpar o diabo! Estamos isentos de qualquer responsabilidade sobre o rombo na camada de ozônio e a poluição que geramos nos grandes centros urbanos e industriais.
Está mais do que na hora de cada um assumir a sua parte.
As empresas fabricam, o povo dissemina e o governo não pune devidamente a quem poluí e destrói o meio ambiente, seja desde o simples cidadão às grandes corporações.
Então antes que o fim do mundo chegue se ligue na lista e recicle-se para retardar o fim.

Papel = 3 meses a vários anos
Cigarro = 3 meses até 20 anos
Fralda Descartável = 600 anos
Madeira = 6 meses (em média)
Embalagem Longa Vida = mais de 100 anos
Palito de Fósforo = 6 meses
Sacos Plásticos = 30 a 40 anos
Pneus = mais de 100 anos
Pano = 6 meses a 1 ano
Lata de Aço = 10 anos
Chiclete = 5 anos
Nylon = 30 anos
Plásticos = mais de 100 anos
Latas de Alumínio = mais de 1000 anos
Vidro = mais de 10 mil anos

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