sábado, 30 de abril de 2011

É a sua mãe!

Filhos podem ser diferentes, mas o amor de mãe não.
Nada nos deixa mais furiosos do que no auge de uma discussão acalorada, alguém nos xingue de filho da puta.
Pode chamar de feio, pisar no calo, bater, esculachar, mas não pode ofender a mãe.
Mãe é mãe! Vaca é vaca!
Mas, até as vaquinhas são mães de seus bezerrinhos.
Até aquelas que tiram o seu sustento do meretrício e pariram podem ser mães ardorosas.
Algumas que não tiveram saído de suas entranhas o amado filho, o qual dedica-lhe amor incondicional é mais  do que a mãe que o tenha parido e lançaram a própria sorte a dádiva da maternidade.
Estas vis mulheres possuídas pela maldade que defenestram pela janela o fruto de seu ventre não são mães.
A minha cadela que pariu lindos filhotes é mais mãe do que elas.
Por muitas mães que existem no planeta é merecido realmente ter um dia especial, apesar de nunca deixar de ser mãe em nenhum dia do ano.
Não existe uma data concreta de quando foi estabelecido. Existem registros históricos que vão desde a Grécia antiga, comemorado no início da primavera exaltando Rhea mãe de todos os Deuses.

Passando pelo século XII, encontra-se registro do “Mothering Day”, onde as operárias inglesas recebiam folga no quarto domingo da quaresma.

No século XX a data foi uma forma de amigas homenagearem a americana Anna Jarvis em face à depressão que se abateu sobre a sua vida após a perda da sua mãe. Comovida com tal homenagem Anna desejou que todas as mães tivessem o mesmo privilégio, fossem elas vivas ou falecidas.

Todos os fatos de origem do Dia das Mães, percebe-se que eram estabelecidos com um cunho emotivo, visando realmente privilegiar estas amadas senhoras.

Caso fosse criado nos dias atuais, creio que o motivo não seria tão emocional. O dia das mães é a segunda maior data de venda para o comércio, virou uma máquina de fazer dinheiro no Brasil.
Não sei se em outros países é visto desta forma, mas aqui todos nós sabemos que é.

Somos bombardeados com uma enxurrada de propaganda de todos os tipos de mídia.
O coração dos dedicados filhos que não possuem recursos necessários para presentear a sua genitora com o que há de melhor, é tomado por um aperto sufocante.

O comércio cria facilidades infinitas para que você não chegue no almoço na casa da mamãe com as mãos abanando. O sorriso que a senhora abre ao receber o abraço de sua prole pela recordação do seu dia é inenarrável. Tal sorriso não diminuirá se as mãos estiverem vazia, ou portando uma flor colhida furtivamente do jardim da vizinha.

Anna Jarvis, as operárias e até a própria Rhea provavelmente ficariam estupefatas se soubessem o que o capitalismo voraz fez com esta data tão importante.

Há mãe de todas as cores, de todas as formas, de todas as classes e todas as culturas.
Gordinhas, magrelinhas, gostosonas, modernas, negras, brancas ou pardas.
Mães que estudaram muito, as que abriram mão de suas opotunidades para que os flhos fossem prioridade. Ainda tem as pragmáticas, as calmas, as nervosinhas, as todazen, as dramáticas que poderiam ser como famosas atrizes.
Shii... São muitas variedades de mães que amam e são amadas diariamente.
Há também as esquecidas pelos filhos que jamais esquecem deles, e tentam de uma forma ou de outra encontrarjustificativas para o esquecimento.
Mãe de verdade não é perfeita, é simplesmente mãe. Identificar uma legitima mãe não é algo difícil, elas estão aí expalhadas com suas atitudes de mãe inconfundíveis. Boas lembranças da infância é mérito da sua mãe, experiências ruins na maturidade são escolhas dos filhos.
Mãe é uma só, então se você se esqueceu da sua, lembre-se antes que não tenha mais e ela se torne apenas uma vaga lembrança.
No próximo dia 8 de maio é dia das mães.
Seja como ela for não esqueça dela, o importante é que ela jamais abriu mão de você. Todas as mães não precisam de presentes, nos basta mesmo é amar nossa prole.
Se você não tem uma mãe ou até mesmo foi  criado pelo pai, pela avó, madrinha ou tia, não importa!
Qualquer um deles… É a sua mãe!!!!