sexta-feira, 27 de maio de 2011

Filosofia de Alcova sem Marquês de Sade


Já foi tempo em que os motéis eram as alcovas dos amantes e enamorados.
Agora ou estão em extinção ou servem de palco para extinção de alguém.
Depois da evolução da internet e as facilidades tecnológicas os motéis decaíram, em qualidade, em movimento.
Alguns tradicionalíssimos e de serviços impecáveis como o extinto Le Baron em Niterói fecharam as portas. Quem precisa ir ao motel hoje em dia?
Os assassinos apenas.
Motéis outrora recanto de dias e noites ardorosas agora passou a ser palco de desova.
Já não bastasse a webcam vestir a camisinha como capa de proteção para uma "caliente noite de amor", agora os motéis que sobraram se tornam palco de crimes passionais.
Mulheres e homens elegeram o motel como o lugar ideal para se matar alguém, não matar de amor, matar no sentido literal da palavra. Veneno, facadas, enforcamentos.
O antigo baúzinho do kit sex shop prazer agora terá que se modernizar, anão será composto por óleo comestível, uma calcinha saborosa e um estimulador vaginal.
Agora será substituído por chumbinho, uma corda para enforcamento(que outrora serviria para deixar seu amor imobilizado a mercê dos seus desejos) e por uma faca bem afiada.
É assim que sentirão prazer os psicopatas com problemas de rejeição que não conseguem aceitar o fim de uma relação.
A alcova se tornará palco de sessão de insanidade e morte ao invés de simples reduto de umas malvadas chicotadas e uns tapinhas no bumbum.
Ao invés de deixar nos lençóis a mancha com a herança genética fica ali estampada uma enorme mancha de sangue, e o cheiro de amor? Foi substituído pelo cheiro intragável  da traição.
Não a traição de estar com alguém, mas aquela que te beija e te furta a vida ou de um ente querido.
No fim de tudo, do baú dos fetiches guardem apenas lembrança das algemas, pois se o sistema de segurança funcionar bem ainda dar para sentir um pouquinho de prazer vendo o rejeitado usar um par.